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Crianças e adolescentes moradores do Sertão do Pajeú (PE) discutem os direitos das infâncias e fazem reivindicações em novo livro da Editora Caixote.
Se as infâncias são muito diversas em nosso país, quais serão as prioridades delas em cada lugar e cada realidade vivida? É de se imaginar que muitas particularidades serão encontradas a cada grupo que escutarmos – o que acontece de fato –, mas muitas reivindicações universais também. Afinal, um lugar bom para viver a infância é um lugar bom de se viver para todo mundo. Foi a partir dessa premissa e com essa curiosidade que as autoras Gabriela Romeu, Isabel Malzoni e Odília Nunes começaram a pesquisa do livro “Criança que é criança (no sertão)”, um manifesto de direitos essenciais produzido com crianças e adolescentes moradores do Vale do Pajeú, no semiárido pernambucano.
“Criança que é criança (no sertão)” é uma publicação do gênero de livro de não ficção ilustrado, marcado pela poética das vozes das crianças ouvidas no processo. Os livros de não ficção (ou informativos) são ótimos disparadores de perguntas e podem promover conversas no processo de mediação da leitura. Por isso, a obra, ao tratar da vida das crianças no sertão, convida meninas e meninos das cidades a também refletirem sobre sua própria realidade e a discutir sobre quais direitos querem reivindicar no contexto em que vivem.
Mais do que empoderar o público jovem, o livro busca criar oportunidades para que suas reivindicações sejam efetivamente escutadas. Em uma sociedade adultocêntrica, em que as crianças frequentemente não têm suas vozes escutadas nas soluções para os problemas que as afetam e nos problemas cotidianos que enfrentam, esta iniciativa se propõe a fazer ecoar suas falas reivindicatórias, promovendo uma escuta ampla e significativa, retirando-as da condição de subalternidade.
O livro é a continuidade de um projeto e escuta e produção de textos coletivos com e para as infâncias da Editora Caixote, iniciado com o livro “Para crescer e ser feliz”, um manifesto de direitos produzido com crianças moradoras de favelas da Maré, no Rio de Janeiro, publicado em 2025.
Assim como no primeiro livro, os direitos reivindicado pelas crianças e jovens foram decididos coletivamente e depois ilustrados, cada um deles, por artistas diferentes (e diversos, quando pensamos em territórios, idades, estilos artísticos). Diferentemente do primeiro livro, os participantes de “Criança que é criança (no sertão)” não enfrentam desafios como a violência estatal e urbana e a falta de espaço. Mas também reivindicam mais lugares de lazer, uma educação transformadora, a atenção dos adultos. E muito mais!
Participaram do projeto 100 crianças e jovens moradores do Pajeú e também os artistas Amilton, Amma, Bárbara Quintino, Caio Ananias, Chico Santos, Denilson Baniwa, Fernando Vilela, Josias Marinho, Larissa de Souza, Letícia Graciano, Mariana Zanetti e Rosinha.
Informações técnicas
40 páginas
20,5 x 30 cm
Brochura com sobrecapa
Peso: 0,5
ISBN: 978-65-86666-80-9
Sobre a Editora Caixote
A Caixote publica livros “que (se) importam” com as infâncias desde 2015. Começou sua trajetória com a publicação de obras em formato de aplicativo, tendo ficado reconhecida como uma das pioneiras em literatura infantil digital no Brasil. Desde 2019, publica em papel.
Criança que é criança (no sertão)
Crianças e adolescentes moradores do Sertão do Pajeú (PE) discutem os direitos das infâncias e fazem reivindicações em novo livro da Editora Caixote.
Se as infâncias são muito diversas em nosso país, quais serão as prioridades delas em cada lugar e cada realidade vivida? É de se imaginar que muitas particularidades serão encontradas a cada grupo que escutarmos – o que acontece de fato –, mas muitas reivindicações universais também. Afinal, um lugar bom para viver a infância é um lugar bom de se viver para todo mundo. Foi a partir dessa premissa e com essa curiosidade que as autoras Gabriela Romeu, Isabel Malzoni e Odília Nunes começaram a pesquisa do livro “Criança que é criança (no sertão)”, um manifesto de direitos essenciais produzido com crianças e adolescentes moradores do Vale do Pajeú, no semiárido pernambucano.
“Criança que é criança (no sertão)” é uma publicação do gênero de livro de não ficção ilustrado, marcado pela poética das vozes das crianças ouvidas no processo. Os livros de não ficção (ou informativos) são ótimos disparadores de perguntas e podem promover conversas no processo de mediação da leitura. Por isso, a obra, ao tratar da vida das crianças no sertão, convida meninas e meninos das cidades a também refletirem sobre sua própria realidade e a discutir sobre quais direitos querem reivindicar no contexto em que vivem.
Mais do que empoderar o público jovem, o livro busca criar oportunidades para que suas reivindicações sejam efetivamente escutadas. Em uma sociedade adultocêntrica, em que as crianças frequentemente não têm suas vozes escutadas nas soluções para os problemas que as afetam e nos problemas cotidianos que enfrentam, esta iniciativa se propõe a fazer ecoar suas falas reivindicatórias, promovendo uma escuta ampla e significativa, retirando-as da condição de subalternidade.
O livro é a continuidade de um projeto e escuta e produção de textos coletivos com e para as infâncias da Editora Caixote, iniciado com o livro “Para crescer e ser feliz”, um manifesto de direitos produzido com crianças moradoras de favelas da Maré, no Rio de Janeiro, publicado em 2025.
Assim como no primeiro livro, os direitos reivindicado pelas crianças e jovens foram decididos coletivamente e depois ilustrados, cada um deles, por artistas diferentes (e diversos, quando pensamos em territórios, idades, estilos artísticos). Diferentemente do primeiro livro, os participantes de “Criança que é criança (no sertão)” não enfrentam desafios como a violência estatal e urbana e a falta de espaço. Mas também reivindicam mais lugares de lazer, uma educação transformadora, a atenção dos adultos. E muito mais!
Participaram do projeto 100 crianças e jovens moradores do Pajeú e também os artistas Amilton, Amma, Bárbara Quintino, Caio Ananias, Chico Santos, Denilson Baniwa, Fernando Vilela, Josias Marinho, Larissa de Souza, Letícia Graciano, Mariana Zanetti e Rosinha.
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