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Você ouve esse som? É o mar batendo na areia ou é a batida da ciranda chamando para dançar?
Uma Ciranda pra Lia homenageia Lia de Itamaracá — Patrimônio Vivo de Pernambuco e eterna Rainha da Ciranda.
Do encontro entre dois arte-educadores na sala de aula, nasceu essa obra onde texto e ilustração dão as mãos. Mais do que um livro sanfonado que acompanha o balanço do mar, é pura poesia em movimento, convidando você para rodar.
Os autores
CRISTIANO GOUVEIA. Sou escritor, músico, narrador, educador e pai de Elis e Joaquim. Também sou filho de Severino, que brincava de bacamarteiro nas festas populares de Caruaru, em Pernambuco, e de Maria do Socorro, que, quando criança, dançava nos festejos populares de Apunhares, no Ceará. Além de ser neto de Francisco, rabequeiro que construía o próprio instrumento para tocar nas festas. Foi este fio familiar que me deu o gosto pela música, pelas histórias e pela cultura tradicional do Brasil. O mesmo fio, claro, me fez um profundo admirador de Lia de Itamaracá.
Tive a alegria de encontrar Lia em dois momentos — e, nos dois, minha filha Elis estava presente. O primeiro foi após um show dela no Sesc Vila Mariana. Estava sentado em uma mesa com Elis, quando vimos que alguém se juntou a nós. Era a Lia! Elis a abraçou e conversou por alguns segundos. Foi um encontro breve, simples e verdadeiro.
O segundo aconteceu na Ilha de Itamaracá, enquanto caminhávamos pela praia do Jaguaribe. Elis apontou: “Olha a Lia!” Ela vinha caminhando pela rua, tranquila. Elis a abraçou, e Lia e sua sobrinha Salete nos convidaram para entrar na Embaixada da Ciranda. Sentamos à mesa, conversamos sobre a praia, o tempo, a ciranda — e sobre este livro que ainda estava tomando forma.
O que vi nesses encontros foi uma mulher profundamente enraizada em seu território. Uma mestra! Lia caminha pelas ruas onde foi criada, mas carrega consigo a sabedoria de quem ajudou a erguer a fortaleza da cultura brincante brasileira. Depois deste último encontro, que me deixou mais encantado, levamos Elis para escrever seu nome na areia de Jaguaribe — só para ver o mar brincar de apagar.
LAYLA CRUZ. Sou autora, artista e educadora. Nascida em São Paulo e filha de arquitetos, aprendi com meu pai a brincar de desenhar — foi ele quem me ensinou que o traço também pode ser jogo e descoberta. Com minha mãe, aprendi que a cultura brasileira é memória transgeracional e um direito pleno desde a infância: presente nas rodas de samba em família, nas brincadeiras cantadas e nos ensinamentos e afetos dos educadores que atravessam a nossa vida.
Minha produção é atravessada por esse encontro entre afeto, educação e memória. Este livro não podia ser diferente: surgiu do encontro de artistas-educadores, em 2023, dedicados a apresentar a cultura popular brasileira a crianças de 2 e 3 anos. Os versos e as ilustrações foram criados simultaneamente em sala de aula — uma experiência que reafirma que a arte e a construção de conhecimento produzem sentido na partilha com o coletivo.
Informações técnicas:
43 páginas
Capa Dura sanfonado
12 cm x 15.43 cm
Peso: 0,35
ISBN: 978-65-86666-71-7
Sobre a Editora Caixote
A Caixote publica livros “que (se) importam” com as infâncias desde 2015. Começou sua trajetória com a publicação de obras em formato de aplicativo, tendo ficado reconhecida como uma das pioneiras em literatura infantil digital no Brasil. Desde 2019, publica em papel.
Uma Ciranda pra Lia
Você ouve esse som? É o mar batendo na areia ou é a batida da ciranda chamando para dançar?
Uma Ciranda pra Lia homenageia Lia de Itamaracá — Patrimônio Vivo de Pernambuco e eterna Rainha da Ciranda.
Do encontro entre dois arte-educadores na sala de aula, nasceu essa obra onde texto e ilustração dão as mãos. Mais do que um livro sanfonado que acompanha o balanço do mar, é pura poesia em movimento, convidando você para rodar.
Os autores
CRISTIANO GOUVEIA. Sou escritor, músico, narrador, educador e pai de Elis e Joaquim. Também sou filho de Severino, que brincava de bacamarteiro nas festas populares de Caruaru, em Pernambuco, e de Maria do Socorro, que, quando criança, dançava nos festejos populares de Apunhares, no Ceará. Além de ser neto de Francisco, rabequeiro que construía o próprio instrumento para tocar nas festas. Foi este fio familiar que me deu o gosto pela música, pelas histórias e pela cultura tradicional do Brasil. O mesmo fio, claro, me fez um profundo admirador de Lia de Itamaracá.
Tive a alegria de encontrar Lia em dois momentos — e, nos dois, minha filha Elis estava presente. O primeiro foi após um show dela no Sesc Vila Mariana. Estava sentado em uma mesa com Elis, quando vimos que alguém se juntou a nós. Era a Lia! Elis a abraçou e conversou por alguns segundos. Foi um encontro breve, simples e verdadeiro.
O segundo aconteceu na Ilha de Itamaracá, enquanto caminhávamos pela praia do Jaguaribe. Elis apontou: “Olha a Lia!” Ela vinha caminhando pela rua, tranquila. Elis a abraçou, e Lia e sua sobrinha Salete nos convidaram para entrar na Embaixada da Ciranda. Sentamos à mesa, conversamos sobre a praia, o tempo, a ciranda — e sobre este livro que ainda estava tomando forma.
O que vi nesses encontros foi uma mulher profundamente enraizada em seu território. Uma mestra! Lia caminha pelas ruas onde foi criada, mas carrega consigo a sabedoria de quem ajudou a erguer a fortaleza da cultura brincante brasileira. Depois deste último encontro, que me deixou mais encantado, levamos Elis para escrever seu nome na areia de Jaguaribe — só para ver o mar brincar de apagar.
LAYLA CRUZ. Sou autora, artista e educadora. Nascida em São Paulo e filha de arquitetos, aprendi com meu pai a brincar de desenhar — foi ele quem me ensinou que o traço também pode ser jogo e descoberta. Com minha mãe, aprendi que a cultura brasileira é memória transgeracional e um direito pleno desde a infância: presente nas rodas de samba em família, nas brincadeiras cantadas e nos ensinamentos e afetos dos educadores que atravessam a nossa vida.
Minha produção é atravessada por esse encontro entre afeto, educação e memória. Este livro não podia ser diferente: surgiu do encontro de artistas-educadores, em 2023, dedicados a apresentar a cultura popular brasileira a crianças de 2 e 3 anos. Os versos e as ilustrações foram criados simultaneamente em sala de aula — uma experiência que reafirma que a arte e a construção de conhecimento produzem sentido na partilha com o coletivo.
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Capa Dura sanfonado
12 cm x 15.43 cm
Peso: 0,35
ISBN: 978-65-86666-71-7
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A Caixote publica livros “que (se) importam” com as infâncias desde 2015. Começou sua trajetória com a publicação de obras em formato de aplicativo, tendo ficado reconhecida como uma das pioneiras em literatura infantil digital no Brasil. Desde 2019, publica em papel.
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